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Em assembleia, profissionais de Aquidauana decidem manter greve

Em assembleia, profissionais optaram por continuar a greve (Foto: João Éric)
Em assembleia, profissionais optaram por continuar a greve (Foto: João Éric)

Faixas foram colocadas em todas Escolas Estaduais

Em assembleia geral realizada na manhã desta quarta-feira (03), servidores da rede estadual em Aquidauana decidiram manter a greve.

Segundo Florêncio Garcia Escobar, presidente do Simted - Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação, profissionais da rede estadual de ensino de Aquidauana, que está à frente das negociações para a categoria, disse que há um termo que consta no documento de conciliação, sobre a antecipação da data base dos administrativos da educação para janeiro, ainda não foi resolvida.

“O governo pediu um prazo máximo de 90 dias para dar uma resposta, mas ele pode não cumprir, aí nossa luta não valerá de nada, então vamos aguardar que essa negociação seja resolvida, se ficar acordado através de uma nova conciliação proposta pelo Tribunal de Justiça, o governo terá que cumprir, senão será contestado no tribunal”, disse.

O presidente do Simted- Aquidauana está Campo Grande neste momento para nova reunião.

De acordo com o presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, 73 sindicatos se reuniram na manhã de hoje para deliberarem sobre a greve. Às 18 horas haverá nova assembleia na Fetems, com 240 delegados representando os sindicatos, incluindo os do interior, que votaram esta manhã.

Entre os principais pontos propostos pelo TJ, estavam o repasse do reajuste anual do piso nacional dos professores, a cada mês de janeiro, mais 4,37% em outubro, até 2021, para professores de 20h semanais (nível 1, classe A), discussão da antecipação da data base dos funcionários administrativos da educação, do mês de maio para janeiro, em conjunto com as demais entidades sindicais; pagamento da diferença da hora-atividade de 2013 (quando os professores deveriam cumprir 33% e cumpriram somente 25%), a partir de janeiro de 2016, somente para professores que estavam em sala de aula naquele ano e convocação de 500 professores aprovados no último concurso em julho e mais 500, em janeiro de 2016.

Também foi proposto a prorrogação do concurso público do magistério (finaliza no próximo dia 13 de junho), garantia de que o funcionário administrativo, com nível superior, pudesse ser eleito diretor de escola e permissão para que as escolas de tempo integral realizem eleições diretas para diretor.

Colaborou Flávia Lima
Fonte: O Pantaneiro/Giselli Figueiredo