Menu

Simted Aquidauana - 60 Anos de História, Luta e Glória

Simted Aquidauana - 60 Anos de História, Luta e Glória

1963 – Nos rádios Jorge Ben cantava “Mas que nada / Sai da minha frente / Eu quero passar” e nos corredores das escolas professores e professoras gestavam uma ideia: Precisamos nos organizar, nos unir enquanto categoria. A ideia se agigantou, tomou forma. Nasceu! Era véspera da ditadura. Fácil não foi. Reuniões após o expediente, sábados, domingos, nas horas de folga; sem financiamento; porém aqueles jovens educadores eram sonhadores, persistentes e acima de tudo guerreiros.

Década de 80 – A Associação ganha do governo municipal o terreno onde está construída nossa sede, conquistamos a licença sindical, o Brasil avança com a promulgação da Constituição Cidadã e a APA abraça os administrativos transformando-se em SIMTED: mais guerreiros, mais força.

1983 – A música que Geraldo Vandré compôs em 63 e foi censurada porque incitava o povo à resistência, foi para a rua na voz de centenas de trabalhadores e trabalhadoras em educação. “Pra não dizer que não falei das flores”, transforma-se num grito de guerra e a greve com grandes passeatas passa a ser um importante instrumento de luta. É impossível falar de movimento sindical sem lembrar dessa canção “Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora / Não espera acontecer” – Os trabalhadores fizeram acontecer.

Década de 90 – a luta continua intensa e o SIMTED amplia sua participação no município passando a integrar os conselhos municipais.

Século XXI – Elegemos três vereadores: Ordalino, Luzia e Francisco; construímos o parque aquático e o Centro de Prevenção Prof. José Alves da Silva e o mais importante, continuamos a luta.

Houve avanço e retrocesso, mas seguimos acreditando que a transformação do mundo passa pela educação. Por isso nossa bandeira por uma educação de qualidade e para todos é perene. Teve pedras, mas também teve flores. Estão aqui conosco aqueles que retiraram pedras e semearam flores, o trabalho não acabou. Ainda existem pedras e é preciso continuar a semeadura. Por isso hoje, quando nos reunimos para celebrar – 60 anos de história, queremos agradecer aos pioneiros, aos educadores e educadoras dos primeiros dias e aqueles que os sucederam; mas também queremos dizer a você que começou a pouco – o movimento precisa da sua força jovem.

SIGAMOS JUNTOS!

Lutas sindicais

"Num país como o Brasil, manter a esperança viva é em si um ato revolucionário"
Paulo Freire