Lideranças com reconhecida atuação no combate ao racismo e na promoção da igualdade racial em Mato Grosso do Sul foram homenageadas durante solenidade alusiva ao Dia Nacional da Consciência Negra, na Assembleia Legislativa, na noite da última quarta-feira (18). “Este é um dia importante, esta semana é fundamental [Semana da Consciência Negra], momento festivo, mas também de reflexão”, afirmou o deputado estadual Amarildo Cruz (PT), proponente do evento e criador da Comenda do Mérito Legislativo Zumbi dos Palmares, há seis anos.
Na tribuna, o parlamentar ressaltou a importância da atuação estratégica dos homenageados e disse que lutar pelos direitos dos negros, pela inclusão social e pela igualdade de oportunidades é dever de todas as pessoas de bem. Amarildo criticou todas as formas de violência e defendeu as ações afirmativas. “Hoje, vemos a intolerância tão disseminada, especialmente nas redes sociais, e discriminar uma pessoa pela cor da sua pele não é brincadeira; temos que reverter isso”, disse.
A professora Vânia Lúcia Baptista Duarte, esposa do secretário das Diversidades do Simted, Artur Padilha, foi uma das homenageadas, pelos serviços prestados em defesa da igualdade.
Para Vânia, as temáticas relevantes aos negros devem ser debatidas constantemente. “Temos bandeiras de luta, como a saúde e as políticas públicas, mas não há um recorte específico a nós”, disse. Discursando em nome dos homenageados, a bisneta de Tia Eva lembrou que seus antepassados participaram da fundação de Campo Grande, ajudaram no desenvolvimento do município, mas nem sempre são devidamente lembrados. A inclusão, que também foi bandeira de luta de Zumbi dos Palmares, no Brasil colonial, ainda é prioridade. “Continuamos lutando para sair da invisibilidade e, por isso, ainda temos muito o que fazer”, concluiu.
Zumbi dos Palmares - Zumbi dos Palmares foi escravo e líder do Quilombo dos Palmares, na Serra da Barriga, na então Capitania de Pernambuco, região hoje pertencente ao município de União dos Palmares, em Alagoas. Era constituído por quilombolas, como eram chamados os escravos fugitivos das fazendas das capitanias da Bahia e de Pernambuco. De acordo com historiadores, o Quilombo de Palmares chegou a reunir entre 15 mil e 20 mil pessoas na segunda metade do século XVII. Zumbi tornou-se símbolo da resistência negra à escravidão e morreu no dia 20 de novembro de 1695, data que ficou conhecida como o Dia da Consciência Negra, por determinação da Lei federal 12.519/2011.
Com SIMTED Aquidauana | AL
SIMTED Unidos e Fortes