No primeiro dia de greve dos trabalhadores em educação da rede estadual de ensino, a adesão foi 100% em Aquidauana, segundo informações do SIMTED Aquidauana, divulgada em assembleia na manhã de ontem (27).
No Estado, aproximadamente 75% das escolas estaduais aderiram a greve.
O presidente o sindicato disse que a paralisação será por tempo indeterminado, a proposta foi encaminhada para o governo e espera que seja honrado as conquistas já asseguradas na lei, mas que ainda não foi sinalizada nenhuma conversa marcada com a comissão de negociação do governo do Estado.
“Os professores reivindicam o pagamento do reajuste de 10,98%, valor garantido pela Lei Estadual nº 4.464, de 19 de dezembro de 2013, que dispõe sobre a implantação do piso por 20 horas. O governo se nega a cumprir a lei. A data-limite do governo do Estado para negociar com a categoria era até 15 de maio de 2015”, explicou.
Outro fator que contribuiu para a greve, foi o anúncio do governo sobre índice zero de reajuste aos administrativos em Educação, que inclui merendeiras, agentes de limpeza, de manutenção, de atividades educacionais, de portaria e todos funcionários de escola.
A presença de alunos na assembleia mostra a valorização dos profissionais e compreendem a situação.
“Estamos organizando uma panfletagem, e a adesão dos alunos é de extrema importância, isso mostra o reconhecimento pela classe escolar”, afirmou o presidente do sindicato.
Governo – Na manhã de ontem (27), o secretário de Administração e Desburocratização, Carlos Alberto de Assis, em entrevista à Rádio Capital em Campo Grande, disse que o governo entende a greve como direito dos professores e que não havia encerrado o canal de negociação com a direção da Federação. “Em nenhum momento o governo fugiu do diálogo com a Fetems”, declarou, acrescentando que foi feito um calendário de conversas que se esgotava neste mês e que foi concedido um reajuste de 13,01% retroativo ao mês de janeiro de 2015.
Carlos de Assis afirmou ainda que em nenhum momento o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) questionou a Lei 4464/2013, do governo anterior, que garante o escalonamento do valor do piso salarial dos professores de 40 horas para 20 horas semanais até 2018. “Nós apresentamos mais 4,37% de aumento para outubro de 2015 e o escalonamento para 2022, dentro da possibilidade de pagamento do governo”, explicou o secretário, que considera que a Fetems fechou o diálogo e preferiu o início da greve.
O secretário destacou que foram poucos os estados que concederam os 13,01% de reajuste neste ano, conforme prevê a lei do piso salarial nacional dos professores. Segundo Carlos de Assis, o governo tem trabalhado uma política de valorização dos servidores, mas que em cinco meses de governo não seria possível aplicar as medidas. “O governo vai continuar negociando com os professores e tem uma equipe de negociação para levar a verdade aos professores”, afirmou.
Com Simted Aquidauana | O Pantaneiro
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