O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira (18), a segunda edição do estudo “Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais no Brasil”. A publicação reúne dados do Censo Demográfico, Censo Escolar, Ensino Superior e outras pesquisas para analisar as condições de vida e as desigualdades enfrentadas por pessoas com deficiência no país.
Segundo o Censo Demográfico de 2022, o Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas com deficiência, o equivalente a 7,3% da população com dois anos ou mais de idade. O levantamento evidencia desafios relacionados ao acesso à educação, à acessibilidade e à participação social.
Desigualdade no acesso à educação
O estudo aponta que pessoas com deficiência enfrentam maiores dificuldades para usufruir do direito à educação. Em 2022, a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos foi de 12,2%. Entre aquelas com limitações relacionadas às funções mentais, o índice chegou a 40,4%, enquanto entre jovens sem deficiência foi de 1%.
O estudo aponta que pessoas com deficiência enfrentam maiores dificuldades para usufruir do direito à educação. Em 2022, a taxa de analfabetismo entre pessoas com deficiência de 15 a 29 anos foi de 12,2%. Entre aquelas com limitações relacionadas às funções mentais, o índice chegou a 40,4%, enquanto entre jovens sem deficiência foi de 1%.
Acessibilidade e condições de trabalho
Informações do Censo Escolar de 2025 mostram que 76,6% das redes públicas possuíam pelo menos um recurso de acessibilidade. Entretanto, apenas 54,8% contavam com banheiros adequados, 32,8% dispunham de profissionais de apoio e 34,5% das escolas tinham salas com equipamentos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE).
A realidade também apresenta obstáculos para educadores com deficiência, que enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura, às tecnologias assistivas, à acessibilidade comunicacional e às condições de ingresso e permanência na carreira.
Entre as medidas defendidas por especialistas e representantes sindicais estão a ampliação dos concursos públicos com ações afirmativas, a oferta de equipamentos adaptados, o fortalecimento das equipes de AEE, a formação continuada e a criação de políticas de apoio multidisciplinar.
SIMTED Aquidauana defende inclusão e valorização profissional
Os dados apresentados pelo IBGE reforçam que a educação inclusiva precisa ser tratada como uma política pública permanente, com financiamento adequado, planejamento e participação dos trabalhadores em educação.
O Sindicato destaca que a inclusão não se limita à matrícula dos estudantes com deficiência. É necessário garantir acessibilidade física, pedagógica e comunicacional, profissionais de apoio, atendimento especializado e condições para que todos possam aprender e participar plenamente da vida escolar.
O SIMTED também defende que a acessibilidade contemple os profissionais da educação com deficiência, assegurando recursos, tecnologias assistivas e condições adequadas para o exercício da carreira. A construção de uma escola verdadeiramente inclusiva exige o enfrentamento do capacitismo, a valorização dos profissionais especializados e o compromisso conjunto do poder público e da comunidade escolar.
"A educação pública de qualidade precisa ser acessível, democrática e inclusiva para todos, garantindo o direito à aprendizagem, à participação e à valorização de cada pessoa", declarou o presidente Jeferson de Pádua Melo
Com SIMTED Aquidauana
SIMTED Unidos e Fortes