- Autor: Simone Pedrolli
SIMTED de Aquidauana participa de debate sobre a Reforma da Previdência em Miranda
O SIMTED de Aquidauana representado pelo presidente Florêncio Escobar, Jeferson de Pádua Melo vice-presidente e o secretário de finanças, Francisco Tavares, participaram de uma reunião com a classe de trabalhadores na educação no município de Miranda na manhã deste sábado (11), na Escola Estadual Rosa Pedrossian. O evento foi organizado pelo presidente do SIMTED (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Miranda, Robelsi Pereira, tendo em pauta: Reforma da Previdência e Greve Geral dia 15 de março.
A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) foi representada pelo secretário de Finanças, professor Jaime Teixeira e a secretária de Políticas Sociais, Iara Cuellar.
Na oportunidade o professor Jaime repassou aos presentes o resultado da reunião no dia 09 de março da FETMS com o Governador. Relatou que o Governador comprometeu-se de publicar a Promoção e a Progressão Funcional dos professores e administrativos na segunda-feira(13) e será debatido até o final do mês a incorporação do abono dos funcionários administrativos e reajuste salarial dos professores.
Para Jaime, os impactos serão extremamente negativos em cima dos trabalhadores caso a Reforma seja aprovada da maneira como o Governo deseja. “O Governo Federal procura acelerar ao máximo o processo de votação desse Projeto de Emenda da Constituição, para não permitir que a sociedade tenha tempo para debater e entender os enormes prejuízos que serão causados as classes trabalhadoras caso essa Reforma seja aprovada da forma como está”, ressaltou.
Ao detalhar sobre o fim da diferenciação de idade entre homens e mulheres para a aposentadoria que igualará em 65 anos para ambos, a exigência de 49 anos de contribuição para aposentadoria integral, a extinção da aposentadoria especial, o fim do regime próprio de aposentadoria, beneficiários da lei orgânica de Assistência Social e do benefício de prestação continuada que poderão receber salário inferior ao salário mínimo, a pensão por morte que terá cortes e deverá ser reduzida para 50%, mais 10% por dependente. Além da desvinculação do salário mínimo, sobre o achatamento das carreiras dos servidores públicos que não poderão receber acima do teto máximo de R$ 5.189,82 e não menos que não será mais possível o acúmulo de benefícios, ou opta-se por uma aposentadoria ou pela pensão - não será mais possível receber os dois, de forma indignada destacou que a Reforma deveria trocar de nome.
“Essa Reforma deveria receber outro nome, que é a destruição do sistema previdenciário público em nosso País. A possibilidade de alguém se aposentar com integralidade são praticamente nulas e a carreira dos servidores é destruída. Foram anos e anos de luta para conquistar um salário mais digno e com uma decisão sem debate com as categorias querem exterminar com essas conquistas”, avaliou o professor Jaime.
A FETEMS em conjunto com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) convocou uma paralisação nacional para o próximo dia 15 de março.
“Essa será uma forma de pressionar os parlamentares responsáveis em votar a PEC/287 e demonstrar o descontentamento dos trabalhadores com o conteúdo dessa Reforma da Previdência", disse o presidente do SIMTED de Miranda, Robelsi Pereira.
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Fonte: ASCOM/SIMTED Aquidauana/FETEMS
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